Maio está a terminar: o que acontece quando continuamos a adiar aquilo que precisamos?

Maio está a chegar ao fim.

Para algumas pessoas, foi apenas mais um mês.
Para outras, foi um mês de decisões, mudanças, imprevistos e confrontos com aquilo que já não podia continuar a ser adiado.

Na prática clínica, existe um padrão que observo frequentemente: muitas mulheres conseguem cuidar de tudo e de todos, menos de si próprias.

Adiam conversas difíceis.
Adiam decisões importantes.
Adiam pedidos de ajuda.
Adiam o descanso.
Adiam a própria vida.

Até que o corpo, as emoções ou os relacionamentos começam a mostrar que chegou o momento de parar.


Nem sempre é falta de força. Muitas vezes é excesso de sobrevivência.

Quando vivemos durante demasiado tempo em modo sobrevivência, habituamo-nos a funcionar no automático.

Cumprimos responsabilidades.

Resolvemos problemas.

Respondemos ao que é urgente.

Mas deixamos de escutar aquilo que é importante.

É por isso que muitas mulheres chegam à consulta a dizer:

  • “Não sei porque estou tão ansiosa.”
  • “Tenho tudo para estar bem, mas não estou.”
  • “Sinto-me constantemente cansada.”
  • “Parece que estou sempre a aguentar mais do que devia.”

Na maioria das vezes, não é falta de capacidade.

É excesso de adaptação.


O que a ansiedade tenta dizer quando ninguém a escuta?

A ansiedade não é apenas um conjunto de sintomas.

Muitas vezes é uma mensagem.

Uma tentativa do corpo e das emoções chamarem a atenção para algo que precisa de ser visto.

Pode estar relacionada com:

  • dificuldade em colocar limites
  • relações emocionalmente desgastantes
  • excesso de responsabilidade
  • medo de desiludir os outros
  • necessidade constante de aprovação

Quando estas situações se prolongam, o sistema nervoso mantém-se em alerta.

E aquilo que começou por ser um desconforto transforma-se numa forma de viver.


O fim de um mês é uma oportunidade para fazer perguntas diferentes

Antes de entrar em junho, talvez valha a pena parar por alguns minutos e perguntar:

  • O que é que este mês me mostrou sobre mim?
  • Onde me senti mais cansada?
  • O que continuei a adiar?
  • Em que momentos me abandonei para corresponder às expectativas dos outros?
  • O que preciso de fazer diferente no próximo mês?

Nem sempre temos respostas imediatas.

Mas fazer as perguntas certas já é uma forma de mudança.


Psicoterapia em Olhão: um espaço para deixar de sobreviver

A psicoterapia não serve apenas para momentos de crise.

É também um espaço para compreender padrões, ganhar clareza emocional e desenvolver formas mais saudáveis de se relacionar consigo própria e com os outros.

Através do acompanhamento psicológico é possível:

  • compreender a origem da ansiedade
  • fortalecer limites saudáveis
  • melhorar relacionamentos
  • desenvolver regulação emocional
  • recuperar liberdade de escolha

Um convite para junho

Se maio lhe mostrou algo que já não consegue ignorar, talvez junho possa ser o mês em que decide olhar para isso de forma diferente.

Sou Carla Santos, psicóloga clínica, com atendimento individual em Olhão.

Acompanho mulheres (e homens) que vivem ansiedade, sobrecarga emocional e dificuldades nos relacionamentos, ajudando-as a recuperar clareza, equilíbrio e liberdade emocional.

Marcar consulta de psicoterapia em Olhão – contacte via Whatsapp

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